De Assuã a Abu Simbel no comboio

O destino final de nosso cruzeiro pelo Nilo foi  Assuã. De lá, eu queria ir a Abu Simbel, a cidade que fica quase na fronteira do Sudão e onde estão localizados os templos de Ramsés II e de Harthor e Nefertari. Esses templos, além de serem por si espetaculares, foram transferidos de lugar, em um esforço mundial coordenado pela UNESCO, para que não fossem submergidos pelas águas do Nilo represadas pela barragem de Assuã. Não queria deixar de ver essas construções do século XIII a.C., que foram cravadas na montanha e planejadas por Ramsés II para intimidar os vizinhos núbios.

Do outro lado da montanha…

Abu Simbel fica a 280 km de Assuã, e a Egyptair tem voos frequentes entre as duas cidades. Tentei comprar as passagens pelo website da empresa, mas apesar de ter obtido sucesso para os outros percursos (Cairo a Hurghada, Assuã a Cairo), não consegui lugar disponível na data em que poderíamos ir a Abu Simbel.
Pelas minhas pesquisas, sabia que havia a possibilidade de ir em um comboio de ônibus e carros que sai de Assuã às 4:00 da manhã, mas não tinha certeza se estaríamos ainda a bordo neste horário. Sabia também que para nos juntar ao outro comboio, às 11:00 da manhã, teríamos de ir de carro. Como arrumar um carro particular em Assuã, já que não se pode alugar?
Nossos problemas foram resolvidos quando contatei a Asswan Individual, uma associação de indivíduos que prestam serviços ao turista na cidade. O contato é uma alemã, Petra, que reside em Assuã e que, muito prontamente, responde aos emails em inglês. Através dela, reservamos um carro com motorista para nos levar no comboio.

Lago Nasser

De Luxor, entramos em contato com o Ahmed, que iria nos buscar no nosso desembarque 4 dias depois. Ele foi muito delicado, e nos entregou ao motorista, que não falava inglês, mas que cumpriu sua função muito bem. Pagamos pelo serviço 700 libras egípcias (US$130,00), e posso dizer que valeu a pena cada centavo.
Os veículos se reúnem em um estacionamento e são escoltados por policiais altamente armados. No nosso carro, fomos acompanhados de um policial com uma metralhadora de dar medo! A viagem é feita em cerca 3 horas em uma estrada reta, monótona, com poucos atrativos além da areia.
Chegamos ao local dos templos em Abu Simbel às 14h e fomos direcionados  para a compra dos ingressos. Como era janeiro, não estava muito quente, mas eu imagino que a razão pela qual o outro comboio saia de madrugada é justamente para evitar o sol escaldante e o calor infernal. Teríamos duas horas  para explorar o local, o que é suficiente.
É preciso caminhar ao redor de uma montanha (construída artificialmente), apreciando o lago Nasser, até que você é surpreendido pelas quatro estátuas de Ramsés II de quase 20 metros que guardam o templo. Uma das estátuas foi atingida por um terremoto, e sua parte superior se encontra no chão.

Templo de Ramsés II

Tudo a respeito da história deste templo me impressionou. Em primeiro lugar, o fato de ele ter ficado soterrado até o século XIX, quando foi descoberto por exploradores europeus: um suíço que viu a frisa do templo e um italiano que em 1817 conseguiu desenterrar o templo e (dizem as más línguas) levar consigo tudo que foi possível carregar.

Outro aspecto impressionante foi o deslocamento do templo nos anos 1960, antes do término da construção da barragem de Assuã. Cada pedra do monumento teve de ser transferida para este novo local e a história e imagens do trabalho hercúleo da transferência podem ser vistas no centro de informação à entrada do local dos Templos.

Olha o Steve lá!

A menos de 200 metros do Grande Templo de Ramsés, está o templo construído para sua esposa preferida, Nefertari, dedicado a Hathor, deusa da beleza e do amor. Na entrada, seis estátuas, sendo duas da rainha, localizadas a cada lado do acesso ao interior do templo, e as outras do próprio Ramsés II. Entre as pernas dos reis, aparecem pequenas estátuas de crianças, príncipes e princesas.

Ainda tivemos tempo para fazer um lanche antes de sair de Abu Simbel. A viagem de volta foi mais rápida que a de ida, e logo após as 18:00 estávamos de volta a Assuã, onde passaríamos a noite e na manhã seguinte pegaríamos o voo para o Cairo, último destino da nossa viagem ao Egito.

Viagem ao Egito – Introdução

Este é um relato da nossa viagem ao Egito, que foi feita no período de 29 de dezembro de 2008 a 10 de janeiro de 2009.
O Steve já tinha estado algumas vezes naquela região especialmente para mergulhar, já que o Mar Vermelho é considerado um dos melhores lugares do mundo para mergulho. Como eu também queria ter esse mergulho no meu (brevíssimo) currículo de mergulhadora, resolvemos que nosso roteiro começaria com uma estada no Mar Vermelho, mais especificamente em Hurghada.
O restante do roteiro foi determinado em razão da conveniência de transporte a partir de Hurghada. Dessa forma, resolvemos começar o cruzeiro pelo Nilo em Luxor, por estar mais próximo. Fizemos o percurso Hurghada – Luxor de carro, em uma viagem de cerca de 3 horas numa estrada cercada de deserto por todos os lados.
O nosso passeio pelo Nilo começou em Luxor e terminou em Aswan. Outro lugar que eu sabia que tinha de ir (e fui e recomendo) é Abu Simbel, a cidade mais ao sul do Egito, já perto do Sudão, onde se encontra o  maravilhoso Templo de Ramsés II. Fizemos um “bate-volta” a Abu Simbel a partir de Aswan. De lá, voamos para o Cairo, onde passamos os dois últimos dias da viagem.
Em grupo ou independente?

Templo de Hatshepsut – Luxor

Em princípio, sempre optamos por formas mais independentes e menos empacotadas de fazer turismo, mas no Egito achamos melhor revermos este conceito. Não que seja impossível conhecer as atrações todas sem fazer parte de um grupo, mas pelo que tinha lido, isso requer um certo desprendimento e capacidade de abstração que eu e o Steve não temos. Ou então muito planejamento. Achei interessante este depoimento do Ricardo Freire (guru para assuntos de viagem):
“Como ninguém precisa ver as pirâmides ou entrar na tumba de Tutancâmon mais do que uma vez em cada encarnação, o turista vira um cachorrinho num campo minado de pulgas. E o pior é que, além de coçarem, as pulgas querem pagamento — baksheesh — por toda sorte de desserviços prestados, tipo por exemplo te chamar num cantinho da tumba de um Ramsés qualquer e informar: Sarcofagus! Very old!” (Postais por escrito, 1998)
Parece exagero, mas não é. O assédio ao turista é tamanho e tão frequente que é duro de aguentar. Então, para evitar as pulgas, resolvemos optar por um dos cruzeiros no Nilo e visitar os principais pontos turísticos da região acompanhados de um guia. Para nós, achamos que foi uma boa escolha e mesmo quase um ano depois acho que não faria diferente.
Cruzeiro no Nilo?

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Nosso barco: Moon Goddess

Existem opções para todos os bolsos e gostos, mas o percurso é o mesmo. Ou você vai de Luxor à Aswan ou ao contrário, em cruzeiros de 3, 4 ou 7 noites. O navio será seu hotel, e também onde são feitas todas as refeições. Para cada grupo de 10-15 pessoas há um guia – seu próprio “egiptólogo” – que acompanha o grupo a todas as atrações. Não há muita variação em termos de lugares visitados, todos seguem o mesmo roteiro e visitam as atrações mais óbvias: saindo de Luxor, parada em Edfu, Kom Ombo e final em Aswan. Todos os cruzeiros oferecem também “programação” noturna que inclui jantar com o comandante, festa à fantasia (mas não é obrigatório comparecer!) e shows de dança do ventre e folclore núbio.
Escolhemos este navio, o Sonesta Moon Goddess, que nos pareceu confortável, com alimentação de qualidade razoável, um preço que cabia no nosso orçamento e a data de saída de Luxor era exatamente a que precisávamos. Gostamos, o navio não decepcionou em nada (aliás, a surpresa boa foi que a comida foi bem melhor do que esperávamos). O guia era um estudante do Cairo que fazia este trabalho nos meses de férias. É claro que ele nos levou a lojinhas de papiros e de alabastro que não estavam propriamente no programa, mas que renderia a ele algumas comissões. Tudo bem, faz parte.
Quando ir, o que levar, etc.

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Guarda das pirâmides de Gizé

Fomos em janeiro porque é o período que tiramos férias e estaríamos na Inglaterra para o Natal. A temperatura estava super agradável, fazia até um friozinho de manhã. Acho que não passou dos 30 graus em nenhum dia. Parece que até março ou abril o calor ainda é suportável, mas nos meses do verão (deles) deve ser difícil encarar os passeios sob o sol de 40 – 45 graus. Sempre que voltávamos para o barco, nos ofereciam toalhas úmidas para passar no rosto e um suco de limão quente, que – dizem – é bom para matar a sede até que seu organismo volte à temperatura normal.
O que não pode faltar na mala: sapato (fechado) confortável. Os templos são todos na areia (afinal, estamos no deserto), então seus pés ficam bem sujinhos se estiver de sandália. Outro item importante: um xale (pode ser comprado lá, uma das muitas coisas que te oferecem são xales lindos), pois mesmo no verão os lugares com ar condicionado são frios. E não se esqueça de um chapéu com abas.
Também é bom ter sempre em mãos notas de valor pequeno para dar de gorjeta: o famoso baksheesh que todo mundo vai te pedir. E um livrinho básico relacionado à história do Egito ou às descobertas dos arqueólogos, ou mesmo Agatha Christie (Morte no Nilo) também vai muito bem!
Próximos capítulos
Muitas fotos e relatos mais detalhado sobre os lugares que visitamos. Até!

Vai de táxi em Londres?


Há dois tipos de táxi em Londres: os tradicionais black cabs (foto) e os minicabs que são, na verdade, carros normais com motorista que têm licença para transportar passageiros.
Os táxis tradicionais são os únicos que podem pegar passageiros na rua. Já os minicabs devem ser requisitados por telefone. Normalmente, os hotéis fornecem uma lista com telefones de empresas confiáveis de minicab. Eles não têm taxímetro, o preço da corrida é informado ou combinado previamente. É importante verificar a licença quando for usar o serviço de minicab, e recomenda-se não pegarminicabs na rua, somente os que forem contratados por telefone, de empresas confiáveis.
Quanto custa uma corrida de táxi em Londres?
Para saber quanto vai custar sua corrida em um táxi tradicional, vá a este site e informe o lugar de partida (from) e o de chegada (to) e clique em Let’s go!. Se quiser, informe também a hora aproximada (when?), pois à noite a tarifa é maior:

Você vai saber a tarifa em dia útil e em final de semana (weekend). Aparecerá também um mapa com o itinerário. Meus informantes que já utilizaram o serviço garantem que a informação é bem precisa
A respeito dos black cabbies em Londres:

  • É comum dar uma gorjeta ao motorista, em torno de ₤1 libra, ou arredondando para o valor inteiro.
  • Há um acréscimo de ₤2,00 se o táxi for pedido por telefone.
  • Os táxis acomodam até 5 passageiros sem que seja cobrada taxa extra. Sendo assim, pode ser uma opção econômica de transporte para quem está viajando em grupo.

Foto: www.wikitravel.com
Para ver outras dicas de Londres, visite nosso outro blogue, Londres para Principiantes.

Queijo bom não é só a França que tem!

As pessoas se admiram quando o Steve diz que sente falta dos queijos da Inglaterra. Como assim, tem queijo bom na Inglaterra?

Claro que tem! Vou falar de dois tipos de queijo inglês, que acredito serem os mais conhecidos:
Cheddar, sem dúvida é o queijo mais popular e o mais consumido na Inglaterra. O nome Cheddar refere-se ao local onde o queijo era originalmente estocado: as cavernas de Cheddar em Sommerset.  Hoje em dia, é um queijo produzido mundialmente, e até o McDonalds tem sua versão – mas que nem de longe se assemelha ao Cheddar inglês.  E olha que nunca experimentei um com a denominação West Country Farmhouse Cheddar , que é reservada aos queijos artesanais,  produzidos no West Country, aquela ponta sudoeste da Inglaterra.
O Cheddar é um queijo forte, com gosto pungente, tem textura firme mas que se desmancha na boca. Normalmente é amarelo claro, mas alguns são tingidos em tons mais fortes. É vendido com diferentes períodos de maturação, desde o mild (queijo mais jovem) até o extra mature (mais de um ano de maturação). Normalmente, quanto mais maduro, mais forte é o queijo.  Se você nunca experimentou, não sabe o que está perdendo…
O Stilton é um queijo azul, com aquela textura cremosa como a do Roquefort ou Gorgonzolla. É um queijo feito de leite integral que passa por um processo de maturação de 4 a 6 meses. Como o melhor Stilton é produzido com o leite do verão, ele chega às lojas a partir de setembro e é vendido até o Natal. Aliás, não falta um Stilton no Natal de uma família inglesa. É um queijo para ser servido depois do jantar, normalmente acompanhado de um bom vinho do porto.
Sendo marca registrada (PDO – Designação de origem protegida), o verdadeiro Stilton só pode ser fabricado no centro da Inglaterra, em Derbyshire, Nottinghamshire and Leicestershire.
Onde comprar:
Qualquer supermercado vende bons queijos. Mas é muito mais interessante conhecer uma loja especializada na venda de queijo (Cheesemonger’s). A Neal’s Yard Dairy tem duas lojas no centro, de fácil acesso para o turista: uma no Borough Market e uma em Covent Garden. Os queijos ficam expostos em prateleiras de madeira, e é possível experimentar os diferentes tipos. Os atendentes estão preparados para responder às dúvidas e aconselhar quanto ao melhor produto para a ocasião. Endereços:
17 Shorts Gardens  –  WC2 – Covent Garden
6 Park Street  – SE1  – Borough Market
Para quem prefere um pouco mais de tradição, a Paxton and Whitfield comercializa queijos desde 1797, com loja no mesmo local há mais de cem anos. Endereço:
93 Jermyn Street  – SW1
Metrô – Piccadilly Circus
Para ver mais dicas sobre Londres, visite nosso outro blogue, Londres para Principiantes.

Primrose Hill – um parque com vista para Londres

O que o filósofo político Engels, o chef-celebridade Jamie Oliver, a modelo Kate Moss e a poetisa Sylvia Plath têm em comum? Bem, segundo consta, todos  moraram em Primrose Hill.

Urban village

Primrose Hill é um bairro localizado no norte de Londres, a menos de 3 km do centro da cidade. Parte do distrito de Camden, é considerado uma “village” urbana, ou seja, uma charmosa área residencial com ar de interior. Em Londres, há várias villages, mas Primrose Hill se destaca e é ainda hoje endereço de várias pessoas ligadas às artes e à mídia.
Como fica em um ponto alto da cidade, é possível avistar todos os cartões postais de Londres a partir do parque de Primrose Hill, sem ter de pagar por isso.
A melhor maneira de chegar até lá é fazer uma caminhada muito agradável pelo Regent’s Canal e depois pelas ruas do bairro, até o parque. Pegue a linha Northern (preta) do metrô e desça na estação de Camdem Town. De lá, suba a avenida (Camden High Street) e vire à esquerda no Canal. Caminhe acompanhando o canal até chegar a um viaduto, com saída para Primrose Hill. Ao subir as escadas, você estará na Avenida Gloucester, já no bairro.
Siga o mapa abaixo ou simplesmente passeie pelas ruas até chegar à área verde. Na Regent’s Park Road, há várias lojas, cafés e restaurantes. Se o tempo estiver bom, compre um sanduíche e faça um picnic no parque apreciando as pessoas e a linda vista.
Para voltar, pegue o metrô na estação Chalk Farm (linha Northern), a 5 minutos do parque.
Veja outras dicas de Londres no nosso blogue Londres para Principiantes.
Mapa de Primrose Hill

Como ir de Heathrow ao centro de Londres


O aeroporto de Heathrow (LHR) é um dos mais movimentados do mundo e é lá que os voos diretos do Brasil aterrizam. O voo da TAM chega no Terminal 4 e o da British Airways no novo Terminal 5, inaugurado em 2008.
O aeroporto está a cerca de 30 km do centro de Londres e oferece ao viajante várias opções de transporte para o centro da capital. As principais opções são:
1 Trem Heathrow Express: a forma mais rápida para chegar ao centro. Em 15 minutos, é percorrido o trajeto do aeroporto até a estação Paddington, no centro de Londres, sem escalas.  Há duas estações no aeroporto: uma no Terminal 5 e outra que serve os Terminais 1-3 (Heathrow Central). Chegando no Terminal 4, é preciso trocar de trem, mas isso é feito de forma rápida e não é cobrado nada extra.
O preço da passagem é ₤16,50 (₤32,00 para ida e volta) se comprada na máquina no próprio aeroporto, ou ₤19,50 se comprada dentro do trem. O jeito mais fácil de adquirir a passagem, no entanto, é online, antes de sair de casa no Brasil. Basta imprimir o bilhete eletrônico com código de barras para apresentar ao cobrador quando pedido. Ao chegar na estação, é só esperar pelo trem e embarcar.
Para encontrar o local de embarque, siga as placas:

O Heathrow Express funciona das 5:00 às 24:00, com um trem a cada 15 minutos, mais ou menos. Veja os horários aqui.
Chegando à estação de Paddington, pegue um táxi ou metrô para seu destino.
2 Metrô: Em qualquer dos terminais de Heathrow, há estação de metrô. A linha azul escura (Piccadilly) conecta o aeroporto ao centro de Londres e ao restante do sistema de metrô da cidade.   É bem mais barato que o Heathrow Express, mas demora bem mais (aproximadamente 1 hora até Piccadily Circus). Como a viagem começa em Heathrow, é tranquilo achar lugar para sentar e acomodar as malas não fica tão difícil.
O horário de funcionamento do metrô é semelhante ao do trem, porém as saídas são mais frequentes. Além de ser mais barato que o trem, a vantagem do metrô é que,  dependendo do destino final do passageiro no centro de Londres, é possível descer já na estação mais próxima, caso seja uma das muitas estações da linha Piccadily.
Uma passagem única (single) para o centro de Londres (Zona 1) custa ₤4,00 e pode ser adquirida na estação do aeroporto.
3 – Trem Heathrow Connect – é um trem parador, mais lento (25-30 minutos) e mais barato (₤7,90) que o Heathrow Express. O destino final também é a estação de Paddington, no centro de Londres. Para quem vai para o oeste de Londres, e tem como destino final uma destas estações, é uma boa opção:

4 Ônibus especial – a National Express faz a ligação entre o terminal rodoviário do aeroporto e a estação de ônibus de Victoria, por ₤4,00. A viagem leva de 40 minutos a 1,5 hora dependendo do trajeto e do trânsito. Os serviços a partir de Heathrow iniciam-se às 5:30 e se estendem até às 21:30. É uma boa opção para quem vai para outras cidades da Inglaterra, ou para os outros aeroportos (há conexões para Gatwick, Stanstead e Lutton). Mais detalhes aqui.
5 Táxi – como em todo aeroporto, há filas de táxi na saída do terminal. O táxi tradicional (black cab) é o mais caro, e uma viagem até o centro da cidade custa pelo menos ₤60,00, e pode demorar bem mais de uma hora, dependendo do trânsito.
6 Ônibus noturno – Entre meia-noite e 5:30, a única opção de transporte público (além do táxi) é o ônibus noturno N9, que tem como destino final a Trafalgar Square, no centro de Londres. A viagem dura aproximadamente 1 hora, e custa ₤1,50.
Welcome to London!
Mais dicas de Londres no nosso blogue Londres para Principiantes.
Fotos: http://www.heathrowairport.com

Mercados de Londres: Portobello Road

Vai estar em Londres em um sábado?

Uma boa pedida é visitar o mercado de Portobello Road, em Notting Hill, um dos muitos mercados de rua de Londres. Se você não gosta de multidão, chegue cedo, porque a partir de 10:30 hordas de turistas e locais começam a aparecer e o lugar fica apinhado de gente. Mas não desanime, é o mercado mais simpático da cidade.

Portobello Road em um dia de verão

São, na verdade, três em um: no início da rua vendem-se antiguidades, no meio comida e no final roupas e outros artigos de segunda mão. Saindo da estação de metrô Notting Hill Gate, vire à direita e siga o fluxo: todo mundo está indo para o mesmo lugar! Os primeiros quarteirões da Portobello Road são tomados por aquelas filas de casas geminadas, algumas coloridas, a cara de Notting Hill.

A partir do cruzamento com a Chepstow Villas, começa a parte mais interessante do mercado, a feira de antiguidades. Os colecionadores se dirigem para as lojas, mas quem só quer mesmo bisbilhotar e fotografar, passeia pelas barraquinhas. Se você estiver procurando aquelas colheres que estão faltando no faqueiro que herdou da sua avó, lá é o lugar para encontrar. Gravuras antigas de Londres, botões dos anos sessenta, broches e anéis, uma máquina de escrever, bules e xícaras de chá, placas de latão, bolas de futebol de couro, equipamento para jogar críquete, carimbos de madeira, livros antigos, selos e moedas, estão entre os artigos – chamados de bric-à-brac-, vendidos em Portobello Road.

Continuando a descer a rua, você verá barracas de alimentos, com frutas e verduras e também pães, doces, conservas, e comida pronta. Ao contrário da feira de antiguidades, essa parte funciona de segunda a sábado e atende os moradores locais. Mais a frente, já quase debaixo do viaduto (Westway), é o setor de roupas, bijuterias, e bugigangas em geral. Além das roupas de segunda mão, é aí que alguns designers da nova geração vendem suas coleções. É neste ponto que termina a feira.

Feira em Portobello Road

Chegar até o final do mercado pode cansar. Mas não é preciso caminhar de volta para a estação de Notting Hill Gate. Pegue o metrô na estação Ladbroke Grove, que fica ali perto.
Nós compramos uma bola de críquete, um porta torradas  e uma placa para porta, com o aviso “beware of the cats”. E você?
Portobello Road Market
Sábados de 8:00 às 16:00 (o horário oficial é de 5:30 às 18:30)
Metrô:   Notting Hill Gate (Linhas Central, Circle e District)
Ladbroke Grove (Linha Hammersmith & City)
Para obter mais dicas de Londres, visite nosso blogue Londres para Principiantes.
Fotos: Francesc Esteve

London’s Public Transport Transporte em Londres: uma introdução

One of the questions I’m often asked is “What is the metro like in London?”

First, there are several public transport systems in London, most of which are now managed by the city council. There is the London Underground, which Londoners call the “The Tube”, and it has 12 separate lines. The tube network is mainly in the north half of the city because of London’s geology. This system starts operating at around 5:30am and runs until about 12:30am seven days a week. The trains depart central London stations at about 2-3 minute intervals during peak times, and 7-8 minute intervals in off-peak times. Contrary to general opinion, much of the Tube is above ground, particularly away from the central zones. See the tube map.
There are also plenty of London buses, including the famous red double-deckers. Their routes extend across the whole of London and operate for similar hours to the tube. However, there are also night buses. These night buses run along similar routes to some of the day buses but have a reduced frequency. You can get on a night bus from about midnight in central London and take it to your neighbourhood in the suburbs.
Additionally, there are also river buses in central London, but they aren’t generally used by Londoners.
Finally, and definitely not least importantly, there is the National Rail network or over-ground train system. This is operated by many different companies and the trains depart from many central London terminus stations like Waterloo, King’s Cross, St Pancreas, Victoria and Paddington.
The southern half of London is mainly served by this overland network rather than the Tube. Therefore, if you look at the famous Tube map, don’t be fooled into thinking this is the complete ‘train’ network. There are in fact, probably, twice as many stations with the other 50% appearing on the ‘London Connections’ map.
To use this network, you can buy single tickets to go from place to place, or you can buy daily, weekly or monthly tickets or even an oyster card from any of the stations or other points of sale such as newsagents. The cost of travel depends on how far you travel. The entire network is divided into 6 principal zones. These zones are arranged as concentric ‘circles’ around the centre of London. All you need to do is buy a ticket for the zones you want to travel to and from (and any zones you pass through en-route).

To navigate on the Tube is very easy. Each line is colour coded. On the map, the stations where you can change from one line to another are shown as a circle, the non-interchange stations are shown as a ‘tag’. The direction of travel is shown on the front of each train and on signs on each platform. Additionally, it is important to know your north, south, east and west despite the fact that the platforms are labelled as northbound, southbound, eastbound or westbound. To find your way round, you simple follow the colours of the lines/signs and have a general idea if you need to go north or south.
I hope this brief introduction of getting about in London is helpful.
For further information: Transport for London
Pictures: Wikipedia and Guardian.co.ukUma das perguntas que sempre me fazem é “Como é o metrô em Londres?”

Para começar, há vários sistemas de transporte público em Londres, a maioria deles gerenciada pela prefeitura da cidade. Há o famoso metrô “London Underground”, que os londrinos chamam de “The Tube”, com 12 linhas separadas. A rede do Tube está localizada principalmente na parte norte da cidade devido à geologia de Londres. O sistema começa a operar às 5:30 da manhã e funciona até aproximadamente 00:30, sete dias por semana. Os trens partem das estações centrais de Londres a cada 2 ou 3 minutos durante os horários de pico, e em intervalos de 7 a 8 minutos nos outros horários. Ao contrário do que muitos pensam, grande parte do Tube não é subterrânea, principalmente nas áreas afastadas do centro da cidade. Veja o mapa do metrô.

Londres conta também com um sistema de ônibus: entre eles, os famosos double-deckers (ônibus de dois andares) vermelhos. As rotas se estendem por toda a cidade, e o horário de funcionamento é semelhante ao do metrô. A diferença é que existem os ônibus noturnos. Os ônibus noturnos mantêm rotas similares às de alguns ônibus diurnos, mas a frequência é menor. É possível pegar um ônibus noturno no centro de Londres a partir de meia-noite para ir aos bairros nos subúrbios.
Existem também ônibus-barco no centro de Londres, mas eles quase não são usados pelos londrinos.
E por último, mas com certeza não menos importante, há a Rede Nacional de ferrovias ou sistema de trens de superfície. Esses trens são operados por diferentes empresas e partem dos diversos terminais ferroviários de Londres como Waterloo, King’s Cross, St. Pancreas, Victoria e Paddington. A parte de Londres situada ao sul é servida principalmente por este sistema de trens de superfície e não pelo Tube. Sendo assim, não pense que a rede de “trens” que você vê no famoso mapa do metrô está completa. Na verdade, deve haver pelo menos o dobro de estações e essas outras 50% aparecem no mapa de conexões chamado “London Connections”.


Para usar todos esses tipos de transporte, você pode adquirir passagens únicas para ir de um lugar ao outro, ou pode adquirir passes diários, semanais ou mensais, ou o seu Oyster card. Eles podem ser comprados em qualquer estação ou outros pontos de venda como bancas de revistas. O custo da viagem depende da distância. A rede completa é divida em 6 zonas principais. Essas zonas são “círculos” concêntricos ao redor do centro de Londres. Você só precisa adquirir o bilhete válido para as zonas em que você quer se deslocar (e aquelas que estiverem no caminho).
É muito fácil usar o Tube. Cada linha tem uma cor diferente. No mapa, as estações em que você pode trocar de uma linha para outra são mostradas com um círculo, e as estações em que a troca não é possível não têm o círculo. O sentido da viagem é mostrado na frente de cada trem, e também aparece na plataforma. É importante saber em que sentido você quer ir (norte, sul, leste ou oeste), mas há indicação nas plataformas juntamente com os nomes das estações. Você verá “northbound” (para o norte), “southbound” (para o sul) “eastbound” (para o leste) ou “westbound” (para o oeste). Para achar seu trem, você deve seguir a cor ou o nome da linha que deseja tomar e saber mais ou menos se quer ir para o norte ou sul, leste ou oeste.
Espero que essa breve introdução ao transporte em Londres seja útil.
Fotos: Wikipedia e Guardian.co.uk